O expressivo aumento de volatilidade e aversão a risco foi a tônica nos mercados mundiais em maio. A autoridade monetária americana elevou sua taxa básica de juros em 25 pontos base, chegando aos 5%aa. No entanto, foram as declarações de Ben Bernanke, presidente do FED, que causaram esta atmosfera pessimista que tomou conta do cenário internacional. A maior preocupação com o risco de elevação da inflação, influenciada principalmente pelo encarecimento dos custos de energia em detrimento de uma possível redução do ritmo de crescimento da economia americana, foi interpretada como um evidente sinal de prolongamento na política de alta de juros. A “correção negativa” se intensificou a partir do momento em que ganhou força a idéia de que este quadro de elevação de juros do FED seria seguido pelos bancos centrais da Europa e do Japão. Estaria, desta forma, configurado um quadro de iminente recessão, redução de liqüidez e conseqüente redução do fluxo de recursos para os mercados emergentes. A Nasdaq registrou perdas de 6,18% no período. A taxa do T-Bill norte-americano de 10 anos chegou aos 5,12% frente aos 5,05% registrados em abril.
O ambiente desfavorável verificado nos mercados internacionais influenciou de forma decisiva a performance dos mercados no Brasil. A elevação do risco país (de 214 pontos em abril para 266 pontos no final de maio), a redução do crescimento das exportações, o significativo aumento de juros futuros e a desvalorização cambial de 10,11% (a moeda norte-americana fechou o mês de maio a R$ 2,30 para venda) são reflexos evidentes deste contágio negativo. Tais fatos serviram de justificativa para reversão de posições de investidores internacionais, a despeito do prêmio embutido nos ativos brasileiros. A divulgação do PIB do primeiro trimestre de 2006, registrando um aumento de 3,4% comparado com o mesmo período do ano anterior, e a melhora do superávit primário alcançado em abril, apesar de todo o contexto de “bondades” inerentes a um ano eleitoral, servem de contrapartida aos aspectos negativos anteriormente citados, além de estimularem o questionamento em relação à intensidade do “ajuste negativo” efetuado. Apesar do bom comportamento dos índices de inflação, o Copom, seguindo as expectativas do mercado, reduziu o ritmo de corte da Selic para 50 pontos base, atingindo assim o patamar de 15,25%aa. O CDI, benchmark dos FIF's exclusivos da São Rafael, registrou uma variação de 1,28% no período.
Seguindo a tendência de baixa das bolsas internacionais, o mercado acionário local registrou perdas expressivas no mês de maio. O IBX-100 médio, benchmark dos FIA's exclusivos da entidade, recuou 6,27% no período. A principal justificativa foi um forte movimento de venda por parte dos investidores internacionais, preocupados com os indícios de desaceleração do ritmo de crescimento mundial. Nem mesmo o movimento de compra por parte dos investidores institucionais locais, tendo como base o atraente preço das ações das empresas brasileiras, foi capaz de reverter este quadro de baixa. Na “queda de braço” entre os bons fundamentos da economia e das empresas locais com as incertezas a respeito do crescimento mundial prevaleceu o "pessimismo".
O desconforto acerca do que estava por vir teve impacto mais intenso na marcação a mercado dos títulos pré-fixados e dos indexados ao IPCA, ativos que compõem a carteira dos fundos mais conservadores. Isto explica a baixa performance contábil dos nossos seis FIF's exclusivos, que independentemente do segmento de atuação, não foram capazes de superar o CDI. Os nossos dois FIA's exclusivos se mantiveram bem próximos da rentabilidade do seu benchmark e também registraram perdas contábeis expressivas no período. No entanto, como não houve venda significativa de ativos nos nossos fundos de investimento, o que teria caracterizado uma realização financeira de prejuízos, estamos na expectativa de uma recuperação da performance contábil dos nossos investimentos, assim que a volatilidade dos mercados de juros e bolsa se estabilizar, dado os bons fundamentos da nossa economia.
As cotas do Perfil Renda Fixa tiveram uma valorização de 0,65%, enquanto as cotas do Perfil Renda Fixa recuaram 1,26% no período em questão. Os bons resultados verificados em períodos anteriores ainda sustentam o melhor rendimento das cotas do Perfil Renda Mista em comparação com as do Perfil Renda Fixa em 2006. Até o mês de maio, a rentabilidade acumulada das cotas do Perfil Renda Mista é de 7,81%, frente a uma rentabilidade acumulada de 6,30% das cotas do Perfil Renda Fixa.
Conforme demonstrado no quadro abaixo, as cotas do Perfil Renda Mista refletem 24,5% de exposição à Renda Variável, sendo que o limite máximo estabelecido na nossa Política de Investimentos é atualmente de 30%.
Rentabilidade dos Fundos Exclusivos
Renda Fixa - Rentabilidade Acumulada (%)
Gestor / Benchmark
Mai / 2006
2º Tri / 2006
2006
V@R 50% CDI Mensal
Pactual
1,15
2,22
6,85
BNP Paribas
0,73
1,65
6,81
V@R 100% CDI Mensal
Western / Legg Mason
0,64
1,66
6,34
Unibanco
0,15
1,20
5,98
V@R 175% CDI Mensal
ARX
0,44
2,93
7,21
CSAM
0,75
2,11
7,11
Benchmark
CDI
1,28
2,37
6,51
Renda Variável - Rentabilidade Acumulada (%)
Gestor / Benchmark
Mai / 2006
2º Tri / 2006
2006
Gestor
Schroders
(6,72)
(1,19)
12,83
BankBoston
(6,68)
(1,44)
12,04
Benchmark
IBX - 100
(6,27)
(1,19)
12,44
Rentabilidade dos Perfis de Investimento dos Participantes
Perfis
Mai / 2006
2º Tri / 2006
2006 YTD
Renda Fixa
0,65 %
1,64 %
6,30 %
Renda Mista
(1,26) %
1,03 %
7,18 %
Segmentação dos Perfis por Classes de Ativos Abril/06
As informações contidas neste informativo são publicadas no intuito de auxiliar os participantes, não devendo ser utilizadas de forma a substituir o julgamento dos mesmos. Nenhuma garantia é dada acerca do retorno proporcionado pelas informações aqui contidas. A entidade não se responsabiliza por decisões de investimentos pessoais tomadas com base nas idéias e informações contidas neste texto.